Casa Claudia - Janeiro 2014


  • Texto: Liane Alves
  • Produção: Tiago Cappi
  • Fotos: Marco Antonio

Os espaços unem a madeira à leveza do branco

O francês Thierry Moriceau passou boa parte da vida no tenso universo do mercado financeiro. Mas um sonho o alimentava: ganhar dinheiro suficiente para mais tarde morar num lugar deslumbrante “Procurei este canto por todo o planeta e me apaixonei pela beleza e pela liberdade de Trancoso”, diz. Perto dos 50 anos, comprou o antigo ateliê do ceramista João José Calazans no vilarejo e entregou a reforma ao escritório Vida de Vila. “Os espaços eram muito abafados. Quase não tinham janelas e havia dois fornos de queima”, lembra a arquiteta Daniela de Oliveira. Por sorte, existiam os brises triangulares no alto da construção, que ela preservou. Tratou, ainda, de criar mais aberturas nos ambientes, que ficam em diferentes níveis, separados por degraus. Tudo feito por trabalhadores locais com materiais da região, como a madeira paraju e a palha. O holandês Wilbert Das, proprietário do vizinho hotel Uxua, cuidou da decoração – é dele a ideia de instalar cacos de aventurina, uma pedra verde comum na Bahia, como revestimento interno da piscina. Levando uma vida simples no paraíso que escolheu, o morador afirma com brilho no olhar. “Sou completamente feliz aqui”.